Professor Dr. Ricardo Gilson da Costa Silva

O professor Ricardo Gilson da Costa Silva, coordenador do GTGA/LAGET, participou da Banca Examinadora de Doutorado da estudante Luciana Riça Mourão Borges, que defendeu a tese “Políticas territoriais e o setor elétrico no Brasil: análise dos efeitos da construção de hidrelétricas na Amazônia pelo PAC no período de 2007 a 2014”, no Programa de Pós-Graduação em Geografia Humana da Universidade de São Paulo (PPGH/FFLCH/USP).

A avaliação foi realizada no dia 05 de fevereiro de 2018, na sala de eventos da Administração da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Compuseram a Banca os professores Neli Aparecida de Mello Théry, orientadora (EACH – USP), Sébastien François Velut (PARIS 3 Sorbonne Nouvelle), Carlos Antônio Brandão (IPPUR/UFRJ), Maria Mónica Arroyo (FFLCH – USP) e Ricardo Gilson da Costa Silva (UNIR).

Segundo o professor Ricardo Gilson, a relevância da tese está na operacionalização do conceito “políticas territoriais” para o entendimento dos grandes projetos hidroelétricos na Amazônia, os quais puderam ser pesquisados a partir da metodologia de avaliação e prospectivas do território desenvolvida pela doutora Luciana Borges, que evidenciou os efeitos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) no âmbito da construção das hidrelétricas de Santo Antônio, Jirau e Belo Monte.

Doutora Luciana Borges

A doutora Luciana Borges cursou a Graduação em Geografia na UNIR, com participação no Programa Institucional de Bolsas de Iniciação Científica (PIBIC) e no Laboratório de Geografia e Planejamento Ambiental (LABOGEOPA), concluindo mestrado e doutorado na USP.

Resumo da tese:

O estudo apresentado tem como objetivo analisar o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o qual tem gerado grandes transformações no Brasil, em várias escalas, modificando estruturas territoriais, políticas, econômicas e sociais. Ao estudarmos esse programa, buscamos compreender a forma como o Estado brasileiro elabora suas estratégias econômicas e políticas a apropriação, o desenvolvimento e a incorporação de territórios no país. Como objetivos específicos: a) Analisar as ações dos governos de Luís Inácio Lula da Silva (2002-2010) e Dilma Roussef (2011-2014) sob a perspectiva do desenvolvimentismo, identificando suas principais características políticas e administrativas; b) Analisar a construção das hidrelétricas na Amazônia dispostas como projetos do PAC 1 e 2 enquanto estudo de caso, bem como entender sua relação com o crescimento do setor elétrico nacional e o desenvolvimento econômico brasileiro; c) Identificar os principais agentes econômicos e políticos envolvidos na construção de hidrelétricas do PAC na Amazônia brasileira; d) Analisar o PAC 1 e 2 nas escalas nacional, regional e local, no viés da infraestrutura energética, com a análise dos relatórios periódicos publicados pelo próprio Governo contrapostos à realização de trabalhos de campo e informações de pesquisas e movimentos sociais; e) Elaborar uma síntese territorial do PAC a partir das informações e dos dados investigados para identificar diferenciações na execução de obras de acordo com os interesses do Governo aliado às grandes empresas e agentes econômicos. Podemos afirmar precisamente que a tese com a qual respondemos nosso problema de pesquisa é a de que O PAC é uma política territorial. Por sua vez, a essa política não atende às necessidades desse território, que sejam sociais, econômicas e ambientais…

Palavras-chave: PAC; Políticas territoriais; hidrelétricas; Amazônia; conflitos.

BORGES, L. R. M. Políticas Territoriais e o Setor Elétrico no Brasil: Análise dos Efeitos da Construção de Hidrelétricas na Amazônia pelo Programa De Aceleração Do Crescimento no Período de 2007 a 2014. 2017. 279 f. Tese (Doutorado em Geografia Humana) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2017.

Fonte: GTGA/UNIR

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