Nova publicação: CAFEICULTURA EM RONDÔNIA: MODERNIZAÇÃO E SUBORDINAÇÃO AO MERCADO

Compartilhamos o texto da equipe do GTGA, intitulado “Cafeicultura em Rondônia: modernização e subordinação ao mercado” dos pesquisadores Tiago Roberto Silva Santos (Professor do IFRO) e Ricardo Gilson da Costa Silva (UNIR), publicado como capítulo de livro na coletânea “A Produção do Conhecimento Geográfico” (Atena Editora), organizado pela doutoranda Ingrid Aparecida Gomes (PPGGEO/UFPR).

 

RESUMO: O estado de Rondônia é o principal produtor de café na Amazônia, além de estar entre os maiores do país. Essa atividade tornou-se uma das principais para os agricultores familiares, promovendo constante transformação espacial. Atualmente, a partir de 2010, um processo de modernização técnica tem sido desenvolvida a partir da atuação de agentes do círculo de cooperação, contribuindo para maior espacialidade da atividade no circuito espacial de produção do café. A atuação desses agentes tem contribuído com a subordinação dos agricultores familiares ao mercado, principalmente com o Estado atuando como um agente do capital. Como forma de livrar-se dessa subordinação, uma alternativa aos agricultores seria a organização coletiva, atuando com maior autonomia e protagonismo dentro do circuito espacial de produção do café.

Palavras-Chave: Cafeicultura; Circuito Espacial de Produção; Modernização

Acesse o E-book neste link!

 Referência:

SANTOS, T. R. S; COSTA SILVA, R.G. Cafeicultura em Rondônia: modernização e subordinação ao mercado. In: GOMES, I. A. (org.) A produção do conhecimento geográfico. Ponta Grossa (PR): Atena Editora, 2018. p. 143-152. ISBN 978-85-85107-78-9; DOI 10.22533/at.ed.789181211

Fonte: GTGA/UNIR

 

Seminário sobre o Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU tem inscrições abertas

Seminário acadêmico “O Alto Comissariado para os Direitos Humanos da ONU”, que será realizado pelo mestrado profissional interdisciplinar em Direitos Humanos e Desenvolvimento da Justiça (DHJUS), oferecido pela Universidade Federal de Rondônia (Unir) em parceria com a Escola da Magistratura do Estado de Rondônia (Emeron). O evento acontecerá no dia 21 de novembro (quarta-feira), a partir das 19h, no auditório do Tribunal de Justiça de Rondônia, e contará com palestra do pós-doutor Matheus Hernandez. As inscrições estão disponíveis ao público em geral por meio deste link: inscrições para VII Seminário Acadêmico DHJUS

Para mais informações, acesse: emeron.tjro.jus.br

Fonte: EMERON/TJ

Projeto de Pesquisa: GTGA aprova projeto de pesquisa na FAPERO

União Bandeirantes,  Fonte: GTGA/UNIR

A equipe do GTGA logrou aprovação do Projeto de Pesquisa Território e Territorialidades em Rondônia: estudo das dinâmicas agrárias e territoriais no norte/noroeste rondoniense” junto ao Edital Chamada 004/2018 PAP/UNIVERSAL da Fundação de Amparo ao Desenvolvimento das Ações Científicas e Tecnológicas e à Pesquisa do Estado de Rondônia (FAPERO).

Dentre os objetivos do Edital, busca-se o fortalecimento dos grupos de pesquisas que atuam em Rondônia. E o GTGA propôs no projeto os seguintes resultados esperados: publicação de artigos em periódicos nacional e internacional; publicação de um livro Atlas das Dinâmicas Territoriais de Rondônia; fortalecimento do Grupo de Pesquisa em Gestão do Território e Geografia Agrária da Amazônia-GTGA/UNIR; capacitação de discentes (graduação e pós-graduação), focando na análise das dinâmicas territoriais em Rondônia; no âmbito da extensão universitária, compartilhar e disponibilizar ao público os resultados da pesquisa.

RESUMO:

Uma das questões contemporâneas postas pelas dinâmicas territoriais agrárias da Amazônia, e particularmente de Rondônia, reside no crescimento da demanda por novas áreas rurais para atender tanto a expansão agropecuária e do agronegócio (soja e milho, principalmente), quanto às necessidades das famílias camponesas, pequenos proprietários e/ou migrantes (intra-estadual) que procuram novos espaços rurais. Em outros termos, o acesso à terra se reveste em demanda territorial, que tende a pressionar o “estoque” de terras que está sob a gestão do Estado, sejam elas áreas protegidas/institucionais (unidades de conservação, terras indígenas e quilombolas) ou as chamadas de terras devolutas. Nessa perspectiva, o objetivo dessa pesquisa centra-se na análise das transformações recentes no espaço agrário dos municípios de Porto Velho, Nova Mamoré e Buritis, cuja dinâmica territorial manifesta a conversão de espaços naturais em espaços da agropecuária e extração madeireira, expressos em três processos empíricos relevantes que modificam a configuração territorial: a relação da pecuária com o incremento do desflorestamento em Porto Velho; o “surgimento” do povoado rural de União Bandeirantes e Rio Pardo, onde a economia agropecuária e madeireira, somado à ocupação irregular de terras, constituem elementos delineadores das dinâmicas territoriais; o fenômeno das “vilas na floresta”, que cristalizam o movimento espacial das dinâmicas territoriais para o norte/noroeste de Rondônia. Assim, busca compreender os emergentes processos sócio-espaciais de formação de territórios e territorialidades em Rondônia.

 Palavras-Chave: Rondônia, Território, Territorialidades, Migração, Campesinato.

 Referência:

COSTA SILVA, R. G. Território e Territorialidades em Rondônia: estudo das dinâmicas agrárias e territoriais no norte/noroeste rondoniense. Porto Velho, 2018. 26 f. Projeto de Pesquisa GTGA/FAPERO.

Fonte: GTGA/UNIR

Para alimentar salmão norueguês, soja brasileira desmata e explora trabalho escravo

Três empresas brasileiras que exportam concentrado de soja para a Noruega têm fornecedores que já foram flagrados com trabalho escravo, desmatamento ilegal e posse ilegal de terras

Foto de Pedro Biondi

Principal produtora mundial de salmão, a Noruega compra do Brasil maior parte da matéria-prima usada para alimentar seus cardumes. Todos os meses, milhares de toneladas de proteína de soja concentrada saem dos portos brasileiros e cruzam dez mil quilômetros do oceano Atlântico rumo aos tanques de peixes do país nórdico. O problema é que essa cadeia de negócios da soja brasileira está marcada por crimes ambientais e trabalhistas.

Pelo menos três indústrias brasileiras que se destacam como as principais exportadoras de soja para a Noruega – Caramuru, Imcopa e Selecta – têm, entre seus fornecedores, fazendeiros que foram flagrados com trabalho escravo, desmatamento ilegal e conflitos de terra. Os crimes foram descobertos a partir de uma investigação realizada pela Repórter Brasil em parceria com as ONGs norueguesas Future In Our Hands e Rainforest Foundation.

A investigação também identificou um caso de trabalho escravo em um fornecedor da C.Vale, cooperativa produtora de soja que vende para Imcopa, que por sua vez produz proteína de soja concentrada para a indústria de salmão na Noruega.

Quando a soja alimenta conflitos fundiários

Além de crimes ambientais e do flagrante com trabalho escravo, há conflitos fundiários e outros problemas trabalhistas na cadeia de produção das empresas que exportam soja para a Noruega.

Um dos fornecedores do grão para a Caramuru e a Selecta são os sojicultores Sadi Luiz Piccinin Júnior e seu pai, Sadi Luiz Piccinin. Em 2013, a Polícia Federal apreendeu agrotóxicos proibidos na Fazenda Serra Vermelha, controlada pela família Piccinin em Dom Aquino, no Mato Grosso. No ano seguinte, em uma outra fazenda da família, em Campos de Júlio (MT), o Ministério do Trabalho identificou 10 trabalhadores sem carteira assinada e a aplicação de agrotóxicos sem os equipamentos de proteção obrigatórios – uma grave ameaça à saúde dos funcionários.

Fonte e mais informações, acesse: Repóter Brasil – Matéria de Pedro Biondi

Nova publicação: CONFLITOS AGRÁRIOS NO ESTADO DE RONDÔNIA-BRASIL: as disputas por terras e a violência vivida no campo

Compartilhamos o artigo das pesquisadoras Tânia Olinda Lima (Mestranda PPGG/UNIR e membro do GTGA/UNIR) e Professora Marília Locatelli (Embrapa e PPGG/UNIR) publicado no periódico CAMPO-TERRITÓRIO: revista de geografia agrária (UFU).

 

Resumo:

O artigo busca ampliar a discussão iniciada no trabalho submetido ao VIII SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE GEOGRAFIA AGRÁRIA IX SIMPÓSIO NACIONAL DE GEOGRAFIA AGRÁRIA “Geografia das redes de mobilização social na América Latina: Resistência e rebeldia desde baixo nos territórios de vida”, ocorrido em Curitiba, no período de 1 a 5 de novembro de 2017, com o intuito de evidenciar as áreas de disputas em Rondônia. Para isso, fez-se necessário realizar uma busca em arquivos, documentos, publicações e jornais disponíveis pelas principais entidades governamentais e não governamentais dentre elas: o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – Incra, Comissão Pastoral da Terra – CPT, autores que discutem sobre a reforma agrária no Brasil e em Rondônia. Os municípios com maior número de acampamentos sem-terra e processos estão localizados na região norte e centro-norte de Rondônia, todavia, a região do Vale do Jamari, ultimamente tem sido palco de barbárie continuada. Enfim, apesar de todas as contradições, tendências e escolhas presentes no cotidiano das lutas, os movimentos sociais do campo continuam resistindo coletivamente contra as formas abusivas de exploração e pela vida digna no campo, nas águas e na floresta.

Palavras-chave: Campesinato. Movimentos sociais. Assassinatos. Reforma agrária. Resistência.

Referência:

OLINDA, Tânia Olinda; LOCATELLI, Marília. Conflitos agrários no Estado de Rondônia-Brasil: as disputas por terras e a violência vivida no campo. CAMPO-TERRITÓRIO: revista de geografia agrária, v. 12, n. 27, p. 214-228, ago., 2017.

Link: http://www.seer.ufu.br/index.php/campoterritorio/article/view/40329/24344

DOI: 10.14393/RCT122709

Fonte: GTGA/UNIR